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Historial

O Hotel Meira com a classificação atual de 4 estrelas iniciou o seu já longo percurso no anos de 1935 pela mãe de Simão Pinto Meira e Felisbela Garcia Gomes Brito, casados ambos nascidos em Vila Praia de Ancora.

Simão Meira era empregado de comércio e a esposa Felisbela, filha de Abel do Nascimento Brito e Delfina Garcia, proprietários da Pensão Âncora (pensão, café e mercearia) situada precisamente no local onde hoje existe o Hotel Meira.

Abel Brito, o célebre “Abel da Chocalha”, decidiu, porque entretanto a esposa Delfina tinha falecido e era a “alma” da referida Pensão, encerrar o negócio. Simão e Felisbela tinham-se entretanto estabelecido com uma modesta pensão (Pensão Meira) arrendando uma casa particular com meia dúzia de quartos. (Felisbela tinha sido o braço direito na cozinha da Delfina na Pensão Âncora).

E assim foi funcionando em vários locais da Vila e conforme a fama e o movimento aumentava, iam mudando de casa para conseguir mais quartos e mais espaços.

Entretanto o Abel Brito resolve fazer partilhas e conversando com os herdeiros chegaram a acordo que o Simão e a Felisbela, ficariam com o velho casarão onde tinha funcionado a PensãoAncorense. Com uma visão rara para a época e para a zona, iniciaram um processo de requalificação, ampliação e adaptação, pedindo um empréstimo de 80 contos – hoje 400 euros a um abastado comerciante de Riba de Ancora.

Todos os quartos tinham já água corrente quente e fria e alguns mesmo com banho privativo completo, além da criação de outros espaços sociais, dando já ao empreendimento uma característica de estabelecimento hoteleiro, que para a época foi considerado modelar, quer por clientes, quer pela imprensa especializada e com especial destaque para os jornalistas de Turismo, Daniel Constant do 1º de Janeiro, Severino Costa do Comércio do Porto, Mauricio Teixeira do JN e outros.

Esta remodelação foi inaugurada em 4 de Junho de 1944 e entre muita gente boa, assistiu um grande amigo de Simão Meira e antigos companheiros de escola, filho da tia Claudina velha e honrada peixeira, José Pinto, industrial de sapataria em Lisboa e que tinha também investido nesta terra, dando emprego a muita gente ( Fundador da Casa Belmar além de um belíssimo ring de patinagem, aluguer de bicicletas e um Bar no teatro Velho), mas que infelizmente não teve “sorte”, denunciando no discurso que proferiu todos aqueles que o atraiçoaram e roubaram.

Nunca esquecerei estes momentos de verdade, sinceridade e amizade que marcaram mais tarde a minha vida profissional. Rigor, verdade, seriedade e bons colaboradores. E assim se foi ganhando fama, responsabilidade, muita experiencia e muitíssimas amizades.

Efectivamente Simão e Felisbela Meira, eram o exemplo vivo do Turismo familiar, que era na altura o modelo Nacional e fielmente interpretado e propagandeado pelo SNI e no terreno posto em pratica pelas Pousadas de Portugal. Em 1962 e apenas com 54 anos, faleceu Simão Meira.

Comentava-se que a Pensão iria acabar, pois não se viam continuadores. Contrariando essas opiniões, o filho mais velho do casal, Jorge Meira, aluno da Faculdade de Economia no Porto, abandona os estudos, “agarra” nas rédeas da Casa, arranca Dona Felisbela da grave depressão que estava a sofrer com a morte do marido, e iniciam uma nova etapa na

vida deste estabelecimento. Ao fim de 10 anos de consolidação da fama da Pensão Meira, resolvem arrancar com um projecto de Reclassificação e Ampliação, que submetido à DGT, é aprovado e em Junho de 74 reabre o estabelecimento com a classificação de Hotel de 2 Estrelas.

E assim se passaram mais 20 anos de luta e amor à hotelaria, honrando o nome dos Fundadores. O mercado Britânico, então na moda, foi um dos principais clientes do Hotel durante este

período. Entretanto, o sócio Jorge Meira, comprou a Sociedade e a propriedade à mãe e irmãos, pois Dona Felisbela queria reformar-se e os dois irmãos mais novos, que não tinham muito interesse pelo ramo, viram na venda a melhor solução.

Realizado o negócio, o único proprietário na altura “deu” sociedade aos dois filhos e arrancou com Novo Projecto de Ampliação, Reclassificação e Modernização do Hotel de 2 para 3 Estrelas e que foi aprovado em Maio de 1995.

Em 2006, faleceu Dona Felisbela Meira, com a proveta idade de 93 anos. Que descanse em paz esta grande Senhora

O Hotel Meira continua a renovar-se e a modernizar-se e com a entrada em vigor em 2009 da Nova Lei Hoteleira que contempla finalmente, mais os serviços do que os aspectos físicos, atinge os requisitos necessários para uma reclassificação superior – 4 Estrelas. Finalmente a “cereja” em cima do Bolo de Aniversário, pois em 2010, comemorou-se os 75 anos de existência, cheios de vitalidade, modernismo, bom serviço, ofertas espectaculares e a preços de aniversário e claro com mais uma Estrela.

Historial: elaborado por Jorge Fernando Brito Meira

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